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25 de janeiro de 2022
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Zero1 a salvo

Como o previsto, a 2ª Turma do STF manteve o foro privilegiado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das ‘rachadinhas’. A Corte também invalidou os relatórios do Coaf que apontaram o suposto esquema de desvio de salário de servidores, bem como as provas posteriormente obtidas com base neles. Com isso, Flávio ganha alguns anos para ficar sem se preocupar com as investigações, que voltam à estaca zero.

Só Fachin

Com isso, o caso das ‘rachadinhas’ segue no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, longe das mãos do juiz de primeira instância Flávio Itabaiana, responsável pelas quebras de sigilo que revelaram o suposto esquema no gabinete do senador quando ocupava o cargo de deputado estadual fluminense. Votaram favoravelmente a Flávio os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Nunes Marques. Somente Edson Fachin defendeu que o processo fosse enviado para Itabaiana.

Vale-tudo

No vale-tudo pré-eleitoral, vence, por ora, o pragmatismo. Enquanto “namora” para vice o ex-governador Geraldo Alckmim, o pré-candidato Lula reformula sua comunicação nas redes, a fim de aumentar sua força no mundo digital. O partido pretende profissionalizar milhares de militantes para combater as fake news e travar o debate político com os bolsonaristas, que são maioria no ambiente on-line. Chamados de “redelheiros”, devem atuar, principalmente, em grupos de WhatsApp.

Moro e PSDB

Depois de ligar para os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) pós-prévias tucanas, Sergio Moro também exercita o pragmatismo político e vai se encontrar com os dois governadores tucanos, nos próximos dias. O primeiro encontro será no sábado, com Leite, em Porto Alegre (RS). O gaúcho simpatiza com Moro, que mostra muito mais capacidade eleitoral que o PSDB, de acordo com as pesquisas atuais, mas tem destacado que, mais do que se unir em torno de um nome, o centro político deve buscar um programa de governo.

Doria semana que vem

Já o encontro com Doria só deve ocorrer na próxima semana, quando o tucano retorna dos EUA. Nessa corrida, enquanto Moro anunciou Affonso Celso Pastore para a coordenação do programa econômico, Doria recorreu a Henrique Meirelles, seu secretário de Estado. Mas, assim como Pastore já avisou que não será o “Posto Ipiranga” de Moro, Meirelles deve trabalhar com uma equipe e fugir do personalismo.