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24 de novembro de 2021
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Com informações da UOL

RIO – A Uber reajustou, na terça-feira, 10, os ganhos dos motoristas que realizam corridas pelo aplicativo. Dois dias depois, nesta quinta-feira, 9, a 99 anunciou que está fazendo testes para revisar esses ganhos em várias cidades. O percentual exato do aumento depende da categoria em que o motorista trabalha (X ou Black, por exemplo) e região da corrida.

Uma tabela que circula em grupos de motoristas mostra que os valores pagos variam de acordo com um mapa que mostra as regiões da cidade com maior ou menor demanda de passageiros. “O aumento médio para a categoria X, que é a que reúne mais motoristas da Uber, foi de 10%. Em alguns lugares, o aumento chega a 15%, pois a Uber paga mais para regiões como Pinheiros e menos para bairros da zona leste”, disse o vereador de São Paulo Marlon Luz, ex-dirigente da Associação de Motoristas de Aplicativos (Amasp).

Nas corridas para o Aeroporto de Guarulhos, por exemplo, essa tabela informa que o valor do minuto saiu de R$ 0,19 para R$ 0,266, enquanto o ganho por quilômetro avançou de R$ 1,05 para R$ 1,21.

Procurada, a 99 não detalhou como ficou a revisão de tarifas. Já a Uber informou que na região metropolitana de São Paulo foram aplicados os seguintes reajustes para a categoria X:

  • valor base: entre 10% e 15%
  • valor por minuto: entre 10% e 35%
  • valor por km: aumento de 10% a 15%, dependendo da área/cidade.

Esse aumento é suficiente para cobrir as perdas da categoria? Marlon diz que não. “Esse é o primeiro reajuste que a Uber faz para cima em seis anos. Mas ela já fez reajuste para baixo, reduzindo os ganhos. Se considerar a inflação desse período, esse aumento é insuficiente pra cobrir os gastos do motorista com combustível, manutenção do carro, alimentação. Afinal, esse profissional trabalha para alimentar sua família”, afirma o vereador.

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