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19 de novembro de 2021
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Marcela Leiros – Da Cenarium

MANAUS – O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) chegou a Manaus por volta das 20h desta terça-feira, 26, para cumprir uma agenda não aberta ao público, mas com compromissos com a comunidade evangélica. Ainda na noite desta terça-feira Bolsonaro participa de um jantar na casa do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que tem residência em Manaus.

A visita à cidade acontece logo após a aprovação do relatório da CPI da Covid, que atribui crimes ao governo federal e pede a responsabilização de vários agentes, sobretudo, do próprio presidente da República.

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Essa é a terceira vez, apenas este ano, que o presidente da República vem a Manaus, e a quarta vez, em 2021, que visita o Amazonas. O principal compromisso da agenda presidencial é a Convenção das Assembleias de Deus no Brasil (CADB).

Em vídeo divulgando sua participação no evento, o presidente disse que a visita à cidade será guiada pela Bíblia e pelo Espírito Santo. “Será um dia de muita graça, paz e orações”, disse.

Veja o vídeo:

Visitas a Manaus

Esta é a quarta vez que o presidente vem a Manaus. Em agosto, Jair Bolsonaro esteve na cidade para participar da inauguração do conjunto Residencial Manauara 2, localizado no bairro Santa Etelvina, zona Norte, onde foram entregues 500 moradias para famílias de baixa renda. O chefe do Executivo visitou a capital do Amazonas em companhia do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

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No mês de abril, Bolsonaro esteve em Manaus para inaugurar a segunda etapa do Centro de Convenções Vasco Vasques, onde recebeu o Título de Cidadão do Amazonas. Em maio, o presidente foi ao município de São Gabriel da Cachoeira para inauguração de uma ponte de madeira.

Os gastos com a comitiva foram três vezes maiores do que o valor da obra. De acordo com o Ministério da Defesa, a obra custou R$ 255.174,38 e os gastos com a vinda da comitiva custaram R$ 711.795,63. A ponte foi inaugurada na comunidade indígena Balaio e tem 18 metros de comprimento. À ocasião, o assunto repercutiu nos veículos de comunicação e redes sociais.

Relatório da CPI

O relatório de Renan Calheiros (MDB-AL) foi aprovado por sete votos a favor e quatro contrários. O parecer aponta que há provas de que o governo Jair Bolsonaro foi omisso e escolheu agir “de forma não técnica e desidiosa” no enfrentamento da pandemia.

A CPI ainda vê ações intencionais do governo para expor a população ao vírus e afirma que Bolsonaro era assessorado por uma espécie de gabinete paralelo, com membros que disseminavam fake news e promoviam tratamento ineficaz.

O parecer também cita irregularidades em negociações de vacinas, demora para compra de imunizantes eficazes e omissão para evitar o colapso sanitário no Amazonas.