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24 de outubro de 2021
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Com informações do O Globo

RIO DE JANEIRO – O deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou em depoimento na CPI da Pandemia, na tarde desta sexta-feira, 25, que avisou o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello sobre os indícios de irregularidades na negociação de compra da vacina Covaxin.

O parlamentar contou que os dois conversaram durante uma viagem oficial para busca de vacinas em uma aeronave da FAB e que Pazuello teria dito que sabia que seria exonerado após não ceder à pressão de parlamentares para liberar “pixulé” para um grupo de deputados.

“Uma coisa que ele disse foi: “No final do ano mesmo, eu não quis dar o pixulé para o pessoal e olhando no meu olho ele (parlamentar) disse que iria me tirar dessa cadeira”, contou Miranda sobre a conversa que teve com Pazuello. 

Perguntado pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), se Pazuello deu detalhes sobre as pressões, Miranda respondeu. “Falou apenas que pessoas muito poderosas que são do parlamento falaram pra ele que, se ele não soltasse aquelas famosas emendas de final de ano, ele estaria fora”, disse.

O deputado afirmou ainda que Pazuello tinha “certeza” que seria exonerado naquela semana porque tinha conhecimento de “algumas coisas” que tentava coibir dentro do Ministério da Saúde.

“Ele olhou para a minha cara, uma cara de descontentamento, e disse assim: “Luis eu não duro mais nem essa semana, é certeza. Vou ser exonerado. Eu tenho conhecimento de algumas coisas, tento coibir, mas exatamente por eu não compactuar com determinadas situações eu vou ser exonerado”, contou o deputado.

O presidente da comissão Omar Aziz (PSD-AM) disse que Pazuello não falou em depoimento sobre as informações levadas por Miranda e que o general afirmou apenas que saiu por “missão cumprida”. 

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