Alckmin animado, Doria atrás do ‘União’ e fake news no foco da Justiça e do Congresso

Alckmin firme na vice

O ex-governador Geraldo Alckmin entendeu que Lula usou a entrevista a veículos de esquerda para responder a alas do partido que criticam uma aliança entre os dois para a eleição. O ex-tucano ficou animado até porque a fala de Lula afasta o temor de seus auxiliares de que ele estivesse sendo usado pelo petista. A impressão deixada pelo ex-presidente é de que não deve roer a corda e deixar Alckmin sozinho. “Agora depende de Alckmin também se viabilizar como vice. É aquilo: me ajude a te ajudar”, disse um dos interlocutores entre os dois políticos.

PSB, Solidariedade ou PV

A expectativa dos petistas é que Alckmin se filie ao PSB, ao Solidariedade ou ao PV. O PSD de Kassab é um sonho distante, que só viria, segundo essa fonte, no segundo turno. “Kassab é muito inteligente. Está esperando o vento soprar para ver em qual direção.” Outra entrevista que esquentou a semana para Alckmin foi a concedida pelo governador Paulo Câmara à Folha, enquadrando o PSB.

União Brasil com Doria

O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia passou a coordenar o programa de governo de João Doria, mas não vai ingressar no PSDB. A expectativa dos tucanos é que ele se filie ao União Brasil ou, mais remotamente, ao MDB. O PSDB não jogou a toalha na tentativa de fazer aliança com o União Brasil, apesar de o PSL de Luciano Bivar, maior integrante da sigla, negociar com o ex-juiz Sergio Moro. Maia estava rompido com ACM Neto, que o expulsou do DEM ano passado, mas a amizade foi retomada e o ex-deputado estuda liderar a União no Rio.

De olho no Telegram

A pressão do TSE para cima do Telegram, onde há vários grupos de apoiadores de Bolsonaro divulgando desinformação, ainda não tem como objetivo fechar a plataforma no Brasil. A ideia é que os executivos da companhia criem soluções de controle num esforço concentrado que a Justiça Eleitoral está promovendo com outras redes sociais. Caso não exista colaboração do Telegram é grande a chance de o ministro do STF, Alexandre de Moraes, que presidirá a corte durante as eleições, buscar meios para interromper os serviços da plataforma no período eleitoral.

CPI Fake News

Após quase dois anos paralisada por conta da pandemia da Covid-19, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) das Fake News deve retomar suas atividades no próximo mês. Instalada em setembro de 2019, a comissão investiga a divulgação de informações falsas com fins políticos durante as eleições de 2018. O deputado federal e vice-presidente da Câmara, o deputado amazonense Marcelo Ramos (Sem partido), é um dos integrantes da CPMI.

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