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22 de outubro de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Sem acordo

Uma vez que não conseguiu um acordo por baixo dos panos com o relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) dá sinais de que está disposto a partir para o ataque, insuflando sua militância contra a CPI. Vai aumentar a carga do gabinete do ódio -grupo de assessores palacianos cujos gabinetes se avizinham ao do presidente, que comandam ataques virtuais em massa com ofensas e fake news. A artilharia mira Renan e companhia, sem esquecer do presidente da comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Desprovido de rancores, ao contrário de Renan, Aziz também incomoda o planalto porque, ao fazer um trabalho mais técnico, pautado por fatos, evidências e números, pode acumular provas que impliquem a gestão do governo federal na desastrada condução da pandemia.

Abandono

Outra jogada arriscada de Bolsonaro para enfrentar a CPI poderá ser “ceder a cabeça” do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para salvar a sua. Um dos sinais mais significativos de que Pazuello poderá ser abandonado pelo Planalto é que alguns assessores bolsonaristas já criticam o ex-ministro abertamente. Com Pazuello jogado ao mar, o Exército corre o risco de ter a imagem de incompetência e negligência na pandemia colada à sua. Pazuello era o único integrante do governo que é general da ativa e, especula-se, foi aconselhado a prestar depoimento na CPI, no próximo dia 19, fardado e ostentando suas três estrelas. Pensando em se apegar à credibilidade militar, poderá afundar levando junto a turma da farda verde-oliva.