22 de janeiro de 2021

Carolina Givoni – Da Revista Cenarium

MANAUS – Em visita a Manaus, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello voltou a incentivar nesta segunda-feira, 11, indiretamente e sem qualquer tipo de comprovação científica, o uso de remédios como Ivermectina, Cloroquina e Azitrominicina para infectados por Covid-19 como medidas de prevenção contra a pandemia.

Ele chegou a citar que não ‘há outra saída’ que não seja o uso das medicações. “Não existe outra saída, nós não estamos mais discutindo ciência. Todos os conselhos de saúde têm concordado com o tratamento antecipado, de acordo com o quadro de saúde de cada paciente”, disse o ministro.

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O titular da pasta também afirma que a distribuição desses remédios vai ficar a cargo das prefeituras municipais, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “Essa dúvida não existe, isso tem que ser estampado. O que salva vida é unidade básica de saúde básica aberta, com triagem perto da casa da população. Mas todas as UBSs tem que ter condição de dar atendimento médico, dentro ou fora da unidade, até mesmo com tendas”, comentou.

“Obediência Cabloca”

Ainda durante a coletiva, Pazuello chegou a declara que o povo amazônida recebe cativamente ordens, até mesmo para “morrer”. “O Cabloco é obediente, se falar pro caboclo ficar em casa, ele fica até morrer. A questão agora é saber quem vai primeiro procurar o médico. Lá, o diagnóstico não é teste e sim do médico, assim como a prescrição de remédios. O cara quem que sair com diagnóstico, o teste de Covid é complemento do diagnóstico”, disparou.

Atribuições e protagonismo

O titular da saúde não poupou crítica aos profissionais de saúde, que têm protestado em favor do aumento de salários e pagamento de gratificações. “Esse é o momento dos profissionais de saúde, tem outros momentos que eram do congresso e da polícia federal. Hoje a guerra é o ao coronavírus. Esse não é o momento de reivindicações e de abono salarial e sim para salvar vidas”, declarou Pazuello.

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Eduardo também afirma que as decisões sobre lockdown e outras medidas restritivas, que apesar de difíceis, são atribuições dos prefeitos e governadores. “Estamos entre a cruz e a espada. Esse equilíbrio de abrir ou fechar é uma decisão difícil. Mas é necessário medidas para evitar a entrada de mais pessoas nos hospitais”, finalizou.

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