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6 de maio de 2021

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Com informações da CNN

O senador Omar Aziz (PSD-AM), candidato a presidir a CPI da Covid, afirmou que o objetivo da Comissão não é se vingar de ninguém, mas fazer justiça para as mais de 380 mil vítimas da pandemia do novo coronavírus.

“Vamos saber o que erramos para que não tenha mais óbitos no Brasil. Vamos saber o que nós todos deixamos de fazer para que a gente possa tentar evitar o maior número de óbitos”, afirmou Aziz, em entrevista à CNN.

“Não é justo e não tem lógica o Brasil, que representa 2,5% da população mundial, ter mais de 26% dos número de óbitos no mundo. Ninguém consegue entender isso.”

Ele disse ainda que não vai investigar pessoas, mas sim fatos. “E procurarei, como presidente, levar esses fatos à sociedade. A conclusão final, do relatório, não será de um relator, mas aprovado pela maioria que compõe a CPI da Covid”, completou.

Omar disse que pretende ouvir todos que ocuparam o cargo de ministro da Saúde durante a pandemia, começando por Luiz Henrique Mandetta – primeiro a ocupar a pasta no governo Bolsonaro.

“Foi o primeiro a enfrentar a pandemia, não negociou, não tínhamos Equipamento de proteção individual (EPI), faltou máscara, não tínhamos nada, se perdeu”, apontou. 

“Eu quero saber porque ele não tomou decisões que outros países estão tomando hoje contra o Brasil. Uma delas são as barreiras sanitárias. Se você perceber, no início de 2020, o Brasil recebeu voo de todo o mundo, ninguém usava máscara, não tinha nenhum procedimento de isolamento físico das pessoas, como se aquilo fosse uma gripezinha. E não era.”

O senador afirmou ainda que manterá o compromisso de indicar Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria da CPI, caso seja eleito presidente da comissão. 

“Eu eleito presidente, o MDB, como maior bancada, tem direito à relatoria. E é o senador Renan Calheiros que o MDB está indicando. Eu indicarei o senador, caso seja eleito presidente”, afirmou.

Na segunda-feira, 19, o ex-ministro do Turismo e atual deputado federal, Marcelo Álvaro Antonio (PSL-MG), pediu a suspeição de Renan por ele ser pai de um governador, objeto de investigação.

Investigação de governadores e prefeitos

O senador destacou que a CPI tem poder para convocar qualquer pessoa no Brasil e que, portanto, pode ouvir prefeitos e governadores em casos correlatos com as investigações.

“A CPI tem poder para convocar qualquer pessoa no Brasil. Convocar ou convidar. Só não o presidente da República, a Constituição não permite. Mas ela pode convocar ministros, secretários, governadores, prefeitos, caso haja fatos correlatos”, afirmou Omar.

“Não há porque a gente não investigar. As pessoas não tem que temer a investigação. As pessoas tem que temer se fizeram alguma coisa errada com os recursos para a Covid, ou alguma prática não republicana”, completou.