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28 de janeiro de 2022
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Iury Lima – Da Revista Cenarium

VILHENA (RO) – Foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF), em Guajará-Mirim (a 328 quilômetros de Porto Velho, em Rondônia), um servidor público que atuava no Porto Oficial do município. Na cidade que faz fronteira com a Bolívia, o servidor cobrava dinheiro de turistas para o registro de entrada e saída do país.

O homem, que não teve a identidade revelada, dizia aos visitantes que era a própria Polícia Federal quem cobrava multas para registro migratório. Segundo a PF, a cobrança dos valores era indevida e ele é, agora, tratado como suspeito de corrupção passiva. A prisão ocorreu nesta última quarta-feira, 29, mas só foi divulgada nesta quinta-feira pela polícia.

Travessia entre Brasil e Bolívia é realizada por meio de barcos, no Porto Oficial de Guajará-Mirim (Reprodução/Governo de Rondônia)

Investigações

A PF informou que chegou ao suspeito por meio de investigação originada por denúncias de que o servidor estaria utilizando o posto da função pública para aplicar os golpes em turistas que chegavam a Guajará-Mirim. “Segundo se apurou, o servidor valia-se de sua função pública para cobrança de valores indevidos sob a justificativa de que a própria Polícia Federal cobrava multas para o registro migratório; fato este inverídico”, detalhou, em nota, a Superintendência de Comunicação da Polícia Federal. 

Além do aparelho celular do suspeito, a PF também apreendeu, durante o flagrante, uma quantia de R$ 400 em espécie. 

“As investigações continuarão, alertando-se à população de que a Polícia Federal não solicita valores em espécie de migrantes. Ademais, qualquer multa ou valores devidos à instituição devem ser pagos via boleto bancário em nome da PF”, destacou a instituição.