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17 de abril de 2021

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – O povo Tembé perdeu, nesta terça-feira, 2, mais um indígena assassinado a tiros no interior do Pará. O guarda municipal Didi Tembé foi morto em Capitão Poço, há cerca de 222 quilômetros da capital, Belém. Há menos de um mês, o jovem líder indígena Isac Tembé também foi a óbito após ser baleado por policiais militares no interior do Estado paraense.

Didi era servidor do município de Ourém, e chegaria ao município vizinho nesta terça. Testemunhas afirmam que o indígena foi seguido pelos suspeitos enquanto dirigia uma moto. Já nas proximidades de Capitão Poço, o guarda municipal ainda testou fugir, mas foi executado com um tiro na cabeça, em plena luz do dia.

Ainda não há informações sobre as causas do crime. Nas redes sociais, lideranças e ativistas indígenas lamentaram a morte do Tembém e pediram esclarecimentos sobre o caso. A coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara, afirmou que a entidade irá acompanhar as investigações sobre o assassinato.

“É mais um crime brutal contra indígena em Capitão Poço e a Justiça do Estado brasileiro precisa investigar mais esse crime cruel. O sangue do nosso povo Tembé é mais uma vez derramado. Vamos acompanhar mais esse caso brutal de assassinato e saber mais informações sobre esses crimes bárbaros que estão acontecendo em Capitão Poço contra os nossos irmãos Tembé”, afirmou Sônia Guajajara.

Isac Tembé

A morte de Didi ocorre há menos de um mês do assassinato de Isac Tembé, de 24 anos. O jovem líder indígena morreu na noite de 12 de fevereiro deste ano, após ser baleado por policiais militares. O caso gerou revolta na comunidade, que denuncia excesso de autoridade por parte dos PMs.

Veja também: ‘Mataram seu corpo e tentam matar sua memória’, diz povo Tembé sobre morte de jovem líder indígena

Em nota de repúdio contra a versão dos policiais, a Associação Indígena Tembé , das aldeias Tawari e Zawaruhu, exigiu perícia no local da morte e afirmou que o território Tembé sofre com invasões e ataques por parte de exploradores ilegais de madeira ou de fazendeiros.