Primeira casa de acolhimento para público LGBTQIA+ da Região Norte reabre em Manaus

Gabriella Lira – Da Revista Cenarium

MANAUS – A Associação Manifesta LGBT, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados, realiza a reabertura da Casa Miga – primeira casa de acolhimento para o público LGBTQIA+ da Região Norte, em novo endereço, Centro de Manaus (endereço não detalhado por normas de segurança). O evento acontece no final da tarde deste sábado, 7, para receber apoiadores e imprensa.

O objetivo da Casa Miga é acolher a população vulnerável de Manaus, dispondo de melhorias na moradia, auxílio alimentação, serviço de proteção e acompanhamento social. Segundo Karen Arruda, gestora da Casa, o novo espaço possui vagas para acolher até 24 pessoas.

“Nós fazemos uma triagem de candidatos com a nossa assistente social. Apesar de serem contextos parecidos, temos algumas peculiaridades; já que não temos vagas para todos, precisamos fazer uma seleção”.

Com a ampliação, o abrigo, coordenado pela ONG Manifesta LGBT+, busca garantir apoio biopsicossocial, em saúde e educacional, para possibilitar a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. “Nos mudamos para um lugar maior, com capacidade de acolher mais pessoas e fazer mais coisas. Anteriormente, só dava no máximo 16 pessoas. Agora, podemos fazer mais atividades, que também atendam à comunidade, em parceria com outros movimentos sociais e outros coletivos“, explica a gestora.

O novo espaço possui vagas para acolher até 24 pessoas (Reprodução/Internet)

Sobre a Casa Miga

A Casa Miga é a primeira casa de acolhimento do público LGBTQIA+ para brasileiros, refugiados, imigrantes, expulsos de casa e em situação de vulnerabilidade social, devido a sua orientação sexual ou identidade de gênero. Foi fundada em 17 de agosto de 2018, se tornando a única associação da Região Norte referência no amparo de refugiados em toda a América Latina.

Em quase 4 anos e meio de funcionamento, tem se sustentado por meio de parceiros como ACNUR – Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, além de editais de instituições privadas, empresas locais e doações. Já passaram pela Casa mais de 300 refugiados, entre brasileiros, cubanos e venezuelanos.

Os acolhidos podem ficar alojados na casa por um período de até 90 dias. Mas o prazo pode variar de acordo com cada caso. Além de orientações e acolhimento, o local também oferece cursos e capacitações. Parte dos trabalhos desenvolvidos no abrigo pode ser acompanhado pela rede social Instagram da associação e para mais contato com a Casa Miga o número é (92) 99298-7970.

Para a nova fase, a equipe espera impactar e alcançar mais pessoas. “O sentimento é de realização. O trabalho que fazemos aqui é muito significativo para todos nós, vai além do lado profissional. Existe muita doação de coração, tempo e energia. É muito gratificante poder abrir as portas e ajudar mais pessoas com o nosso trabalho”, completa Karen.

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