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30 de novembro de 2021
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Victória Sales – Da Revista Cenarium

MANAUS – A série de seis documentários “Primeira Infância Indígena” aborda a infância dos povos indígenas do Alto Rio Negro, um território indígena localizado no noroeste do estado do Amazonas. O projeto é dirigido por Rita da Silva e Kurt Shaw. A exibição do material é feita pelo Múltiplas Infâncias, Múltiplos Saberes (Mimus) e contou com uma programação online com debates, de forma gratuita e que reuniu 15 convidados de diversos lugares do País.

Entre os convidados para a estreia do projeto, lideranças indígenas, pesquisadores de diversas áreas, além de representantes sobre temas relacionados à infância. O evento teve como objetivo discutir e compartilhar relatos sobre as formas de criação dessas crianças nas comunidades indígenas, quilombolas e que vivenciam as religiões de matrizes africanas.

A diretora e também antropóloga Rita de Cácia Oenning da Silva, conta que os curtas começaram a ser produzidos em 2015, quando a idealizadora do projeto entrevistou mulheres de aldeias do rio Içana, que tinham como tradição a cantoria de músicas de ninar para crianças dormirem.

Criança indígena carregando cacho de açaí (Reprodução/Assessoria)

A série trouxe depoimentos em diversas línguas, como: baniwa, tukano, nheengatu, tuyuta, e mostram a rotina das crianças nas aldeias. O projeto traz relatos e experiências de indígenas do Alto Rio Negro, que ensinam como educar, alimentar, proteger e transmitir os conhecimentos dos primários para os mais novos. Na região vivem 27 etnias e 22 línguas diferentes.

Série

Com seis temáticas, o projeto traz assuntos de nutrição, saúde, proteção, orientação, canto, contos, música, linguagem, estímulos, gravidez e parto. Nos anos de 2018 e 2019, Rita e Kurt Shaw fizeram uma pesquisa que exibia filmes de mais de 50 vezes em mostras em aldeias e espaços urbanos onde vivem as famílias indígenas, com o objetivo de ampliar a contribuição deles na construção das narrativas.

Entre os convidados para a participação de estreia do projeto, estão: o escritor e liderança indígena do Alto Rio Negro, André Baniwa, a cofundadora da Capulanas Cia de Arte Negra e Umoja, Priscila Obaci (SP), a antropóloga e pesquisadora Joziléia Kaingang.