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27 de outubro de 2021
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Em tempos do novo Coronavírus, vírus que causa a Covid-19, os índices de violência doméstica no Amazonas tiveram queda de 50% no mês de março, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo afirmou a delegada licenciada Débora Mafra, em entrevista exclusiva à Revista Cenarium. Uma das possíveis causas, é o decreto estadual, que mantém fechado bares e casas noturnas durante a pandemia.

“Os canais de denúncia (180 e 181) estão praticamente parados. As pessoas não estão denunciando nem que os vizinhos estão sofrendo, que era algo comum para a polícia”, disse Débora.

A delegada licenciada esclareceu que, em meio à pandemia, os maridos e ex-companheiros, que antes eram os principais agressores, perderam o lugar para os filhos, irmãos e outros familiares que residem no mesmo lugar.

“As apresentações 190, que são as apresentações em flagrante da Polícia Militar continuaram as mesmas no isolamento. São 20 apresentações por dia. Agora são os filhos contra as mães, os irmãos contra as irmãs. Percebemos que a maioria dos agressores têm problema com álcool e eles acabam agredindo, ameaçando e injuriando suas mães”, enfatizou.

Usuários de entorpecentes são os que mais agridem

Questionada sobre o motivo dos índices caírem no Amazonas, Débora Mafra explicou que os agressores temem à Lei Maria da Penha e, agora, ao contágio do novo Coronavírus.

“Os maridos também estão mais calmos dentro de casa. Os ex-companheiros estão evitando saírem de suas residências com medo do vírus, diminuindo os registros de agressões. Mas os que têm dado mais trabalho são aqueles usurários de entorpecentes”, pontuou a delegada.

As vítimas, segundo a delegada, recebem tratamento psicológico e social. As mulheres têm apoio, também, do projeto Ronda Maria da Penha, que busca com que as medidas protetivas sejam decretadas.

“A Lei Maria da Penha tem ganhado força e temos visto que, entre as leis do Brasil, ela é uma das que mais prende. Porque, realmente, o descumprimento de medidas protetivas depois que virou crime é não cabe fiança, e prende. Ela é para demonstrar para o homem o quanto essa lei é forte”, finalizou.