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17 de novembro de 2021
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Por Paula Litaiff

No ano em que Manaus, a maior capital dos Estados da Amazônia brasileira, faz 352 anos de existência, registra-se uma das maiores tragédias sanitárias de sua história: dor, constrangimentos e extorsões contra mais de 2 milhões de habitantes, marcando o ano de 2021, em meio a uma “pandemia” de negligências e crimes na administração pública.

Manaus – personificada na imagem de uma mulher – sofre desde janeiro com graves abusos, tanto psicológico como físico, ao ser submetida à cobaia do mundo para atender aos interesses bilionários da indústria farmacêutica, além de ser subjugada a pagar contratos milionários suspeitos a “amigos” do poder e custear salários e benefícios a parentes de seu gestor público.

A gestão da capital amazonense virou, abertamente, um anexo residencial do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e de seu “gabinete do ódio”, que ataca a quem se nega a aderir a sua forma ardilosa, imatura e neófita  de administrar uma cidade.

Um gestor que não controla o psicológico para suportar  uma pergunta confrontativa em uma coletiva regional de imprensa, nunca conseguiria representar a Amazônia em um encontro das Organizações das Nações Unidas (ONU), diante da mídia internacional.

Para quem conhece a política provinciana de Manaus, sabe que o chefe do Executivo Municipal lembra, completamente, o presidente da República, Jair Bolsonaro, em número e grau de ataques à imprensa e a adversários políticos. Como Bolsonaro, Almeida desconhece o humanismo e abraça o negacionismo científico.

Mas não foi só a ideologia que fez David Almeida atender a Jair Bolsonaro e ao ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na adesão ao “Kit Covid”, em Manaus, para submeter o seu próprio povo a medicamentos ineficazes.

Muito dinheiro e lobby

Havia um ACORDO COMERCIAL entre o Palácio do Planalto e empresas para que medicamentos, como hidroxicloroquina e ivermectina, constassem em receituários das Unidades de Saúde Básica (UBSs) de Manaus, como apontado em depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.  

À medida em que fazia acordos com Bolsonaro para aderir ao criminoso “Kit Covid”, Almeida furava a fila de imunização dos profissionais da linha de frente da saúde para atender, primeiramente, filhos de aliados políticos, secretários e empresários, fornecedores da Prefeitura de Manaus, conforme apontado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e pela Justiça Federal.

Manaus, se representada por uma mulher, foi abusada e passou vergonha em nível nacional com o escândalo dos “fura-filas” e sofreu ao ver que os trabalhadores da saúde, que arriscavam suas vidas para salvar outras pessoas, perdiam espaço para quem bajulasse o prefeito.  

Amigos invulneráveis

Não bastasse submeter Manaus ao experimento científico criminoso e à negligência de imunização, a cidade, também, foi obrigada a beneficiar assessores e parentes, com o escândalo da entrega de imóveis populares a parentes e assessores de seu prefeito.

Destinado a famílias de áreas de risco e/ou em vulnerabilidade social, unidades do Residencial Manauara 2 foram parar nas mãos de quem recebia salários de até R$ 9 mil ao mês e empresários que viviam em casas de dois andares.

E, não há limites para o sofrimento de Manaus, que tem, entre seus professores da área municipal, grandes idealizadores e técnicos. Hoje, eles são obrigados a ver parentes de David Almeida na Secretaria Municipal de Educação (Semed) receberem salários de até R$ 13 mil.

Conluios na infraestrutura 

Em dez meses de nova administração municipal, a cidade de Manaus não vê, efetivamente, obras de tapa-buracos nas ruas que estão abandonadas nas periferias e são misteriosamente “pintadas” de tintas adquiridas em contratos suspeitos de dispensas de licitação.

Nas obras, Manaus assiste, ainda, a conluios entre secretários e empresários em licitações de obras na Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) de mais de R$ 200 milhões, que tem como ordenador de despesas o amigo de infância do prefeito.

Crimes e hipocrisia

Por essas e outras razões, Manaus sofreu e sofre extorsões, como quando técnicos perdem espaço para leigos apadrinhados na gestão pública; quando se muda as regras de uma licitação para “ajudar” amigos empresários.

A maior capital da Amazônia passa por extorsão, quando casas populares são retiradas de famílias pobres para serem entregues a empresários e assessores do prefeito.

Manaus é submetida à extorsão todo dia, quando empresários bilionários da indústria farmacêutica ganham dinheiro com medicamentos que aceleram a morte de pacientes com Covid-19, que procuram as UBSs.

Manaus é extorquida, diariamente, pela hipocrisia do prefeito que acusa a quem o confronta e, em dias de pleno expediente, passeia, com amigos, em iates de luxo pelo rio Negro, quando deveria estar trabalhando.

Sem presente, a cidade de Manaus celebra aniversário com reduzida perspectiva de futuro em meio à dor, a constrangimentos e a todo tipo de extorsão…