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18 de novembro de 2021
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Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

ESTADOS UNIDOS- A companhia estadunidense de brinquedos Mattel lançou uma coleção de bonecas Barbies com variados tons de pele, corpo e cabelos. O objetivo é promover a representatividade, inclusão e diversidade.

O lançamento tem como estilista a profissional da moda e afro-americana Shiona Turini que cuidou de cada detalhe das bonecas. Segundo Shiona, a intenção como profissional era conseguir imprimir a diversificação de maneira realista.

A inspiração, de acordo com a estilista, veio da primeira boneca Barbie negra produzida pela maior fabricante de brinquedos do mundo em 1980. A receptividade do público foi positiva e a Matell tem se destacado com brinquedos pensados a partir desta perspectiva.

Representatividade

 A criação da nova coleção é a realização de um sonho não para Shiona, mas para muitas crianças negras que buscam referências também nos brinquedos e no universo lúdico que elas imergem.

 “Cresci obcecada pela Barbie e, embora ela tenha sido um dos meus primeiros ícones de moda, lembro-me claramente de procurar nas prateleiras por bonecas que se parecessem comigo e voltar de mãos vazias”.

A estilista postou no Instagram sobre o lançamento das bonecas (Reprodução/Instagram)

 Segundo um levantamento divulgado em outubro de 2020 pela Avante – Educação e Mobilização Social no contexto da campanha “Cadê Nossa Boneca? Mostra que mesmo com a indústria dos brinquedos abrindo as portas para a inclusão e representatividade, as bonecas negras, até então, somavam apenas 7% do total das bonecas encontradas nas prateleiras e mercados on-line.

Os brinquedos também educam

Para a educadora infantil e pedagoga Francisca da Silva, 61 anos, a representatividade é de fundamental importância para os pequenos mesmo que seja na hora de brincar.

“É preciso que o mercado de modo geral se atente para esse quesito. As empresas que produzem brinquedos também não ficam de fora. Isso porque as crianças aprendem brincando o respeito a pluralidade e, passa principalmente a ter referências necessárias desde a infância”, diz a educadora infantil.

A educadora ressalta ainda a importância de uma boa interação. “Além da criança negra, por exemplo, ganhar uma Barbie negra e se reconhecer nela, por que não dar uma boneca ou boneco negro para uma criança branca também? Ou por que não ter bonecas gordas, baixas, com características da nossa realidade? O segredo é não limitar, mas estimular desde pequeno o convívio e o respeito em sociedade que é extremamente diversa – e que bom somos diferentes”, pondera a pedagoga.

“Obvio, que esses estímulos devem ser feitos com uma linguagem correta para cada faixa etária e as bonecas podem ajudar de maneira divertida nesse processo”, atenta a profissional.