26 de fevereiro de 2021

Carolina Givoni – Da Revista Cenarium

MANAUS – O horário de funcionamento das feiras e mercados será ampliado, agora das 4h às 15h, a partir de segunda-feira (1 de fevereiro) com a publicação do novo decreto anunciado hoje pelo governador Wilson Lima. O decreto mantém a prorrogação da restrição de circulação de pessoas em todo o Amazonas e suspende o funcionamento do comércio, por 24 horas, permitindo apenas os chamados serviços essenciais. As medidas visam combater a pandemia da Covid-19, que tem gerado aumento de casos e óbitos pela doença no Estado, além exercer pressão sobre os sistemas de saúde público e também privado.

A medida foi anunciada pelo governador Wilson Lima e pelo secretário de Estado da Saúde, Marcellus Campelo, em live, na manhã desta sexta-feira, 29, transmitida nas redes sociais do Executivo.

O documento será publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado. No primeiro decreto, com validade de sete dias, a contar de 25 de janeiro, a determinação era que as feiras funcionassem de 04h às 8h, o que gerou reivindicações da categoria dos feirantes, sob a alegação de que com a restrição haveria mais desperdício.

Já o novo decreto, que prorroga as restrições até o dia 7 de fevereiro, estipulará que os estabelecimentos poderão funcionar até as 15h, tendo em vista que a venda de produtos alimentícios é considerada essencial à sobrevivência da população.

Outra alteração é com relação ao funcionamento do setor industrial. A operação de fábricas que produzem embalagens de alimentos, bebidas, limpeza, higiene pessoal e remédios, além de sacolas para supermercado, seguirá o mesmo horário das feiras. A definição ocorreu após análise do Comitê de Enfrentamento à Pandemia, instituído pelo Governo do Estado.

Vendas a partir de delivery estarão liberadas, nesta segunda fase, desde que ocorram entre 8h e 17h, beneficiando lojas que comercializam materiais elétricos, hidráulicos e pneumáticos, além de peças de veículos pesados (ônibus, caminhão e ambulância).

A prorrogação do decreto levou em consideração a ainda crescente curva de casos de Covid-19 registrada no Amazonas, além da alta taxa de ocupação de leitos clínicos e de UTI e a elevação nos óbitos.