30 de outubro de 2020

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Carolina Givoni – Da Revista Cenarium

MANAUS – Sob à sombra da segunda onda de Covid-19 na capital amazonense, os candidatos ao cargo de vereador que se intitulam médicos, cresceram 215% em relação ao pleito de 2016. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que 41 postulantes têm a Saúde como bandeira para mobilizar o eleitorado, quando no pleito anterior, apenas 13 médicos disputavam as cadeiras da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Enfermeiros e técnicos de enfermagem também incluem a ala de postulantes que têm a Saúde como bandeira de campanha política. Nas eleições de 2016, 13 candidaturas enfermeiros defendiam a especialidade. Já neste ano, o número caiu para dez profissionais, uma redução de 37,5%.

Os técnicos de enfermagem também integram a lista de profissionais que disputam vagas na CMM. Assim como os enfermeiros, os técnicos também caíram no quantitativo, saindo de oito representantes em 2016 para apenas um em 2020.

Referências

Segundo o cientista político Carlos Santiago, os profissionais da saúde são referências nos locais de trabalho que atuam. “Quando você tem uma péssima saúde pública, você dá mais credibilidade política e social a esses profissionais. Neste ano, a pandemia tornou os problemas de saúde mais evidentes. Alguns desses profissionais se colocam com destaque. E quanto mais se agravam esses problemas, mais força eles têm”, explica.

Santiago compara a situação dos candidatos de saúde com os de segurança pública, para reforçar que a proximidade com a população os torna populares. “Em momento de insegurança como em 2018, diversos policiais e delegados foram eleitos por trazerem a bandeira de propostas de segurança. Assim como os médicos, enfermeiros e técnicos representaram ‘heróis’ para sociedade, não só pela qualidade do trabalho e disposição de atendimento, mas pela atenção que dão a população mesmo em condições de saúde pública ruins”, finaliza.

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