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27 de janeiro de 2022
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Iury Lima – Da Revista Cenarium

VILHENA (RO) – Marinete Gonçalves, de 66 anos, tem muito a comemorar neste segundo domingo de maio. Em casa, com a família, na zona rural de Candeias do Jamari, a 24 quilômetros de Porto Velho. Ela passou quase três meses acompanhando a mãe, Maria das Graças Santos Gonçalves, em uma verdadeira odisseia pela vida em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital São Francisco da Providência, no Rio de Janeiro.

A idosa foi transferida intubada da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Sul de Porto Velho, no dia 14 de fevereiro. Ela era a última paciente que ainda realizava tratamento fora do Estado rondoniense e agora se junta aos 116 outros pacientes que retornam com vida, curados da Covid-19, do total de 161 doentes transferidos.

“Os médicos achavam que ela não ia conseguir, mas eu nunca perdia a esperança de ver minha mãe de volta a nossa casa. O momento mais feliz foi quando ela acordou da intubação. O médico fez uma ligação de vídeo e ela ficou surpresa ao me ver. A mamãe é um milagre de Deus”,

conta Marinete Gonçalves, a filha que fez até promessa e cortou o cabelo como forma de agradecimento pela saúde da mãe.

Gratidão e alegria

Maria das Graças Gonçalves foi recebida com fogos, balões, flores e muita festa pelos 9 filhos e o esposo, José Gonçalves, que também contraiu a doença e alcançou a cura. Ele ficou internado no Hospital de Campanha de Rondônia, na capital. Maria e José combinam não só pelos nomes, mas também na idade (que é a mesma) e na garra pela vida. Os dois adoeceram na mesma época, no período crítico em que a ocupação de leitos alcançava a lotação máxima nos hospitais do Estado.

A felicidade reina entre a família, ocupando agora o lugar que antes era de tristeza e apreensão. Mesmo assim, o tratamento continua, mas agora em casa. A idosa teve trombose e por isso, será acompanhada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais do Serviço de Assistência Multidisciplinar Domiciliar, do Governo de Rondônia.

Transferência de pacientes

Ao todo, nove cidades do Brasil também receberam pacientes transferidos de Rondônia: Campo Grade (MS), Canoas (RS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES).