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28 de outubro de 2021
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Entre a cruz e a caldeirinha

Uma semana antes do prazo final para a sanção do Orçamento de 2021, não há, ainda, uma decisão da equipe econômica e da ala política sobre como oficializar a peça. Há um temor do governo federal de que, sancionado do modo como está, com os gastos avançando sobre o teto, a peça fira a Lei de Responsabilidade, de modo que sirva para embasar mais um pedido de impeachment, que se juntaria a outras dezenas que repousam sobre as gavetas da Câmara Federal. Ocorre que, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), não esconde a interlocutores que não abre mão da sanção sem vetos, o que obrigaria o governo a malabarismos fiscais.

Entre a cruz e a caldeirinha II

Nesta semana, a equipe econômica voltou a trabalhar mais em busca de uma solução para que Bolsonaro possa honrar seus compromissos políticos. São duas as alternativas em análise: sanção com veto parcial e recomposição de despesas via projeto de lei com crédito extraordinário. No entanto, rumores do Ministério da Economia indicam que o veto poderia ser integral. A ala política chama o veto total de “bravata de difícil execução”. Já Bolsonaro, até o momento, segue fechado em copas, ante ao cabo de guerra entre Guedes, ministros palacianos e Congresso.